A árdua missão de sermos nós!



Pluralizo, pois não escrevo pra mim, escrevo para que outras pessoas possam ler, se identificar, ou não, com o que escrevo e como vou falar de comportamentos, conceitos e educação, acredito que grande parte das pessoas que lerem, vão se encontrar comungando das coisas que vivo, falo e escrevo.
Nada que falamos vem do acaso. Tipo, acordo e vem aquela ideia mirabolante. Tudo parte de uma vivência, uma história, um curso, e por aí vai nascendo nosso ser, nosso eu, o tal do "NÓS"”.
Lendo mais uma obra da autora Judith Viorst, Controles Imperfeitos (quem tiver interesse pode buscar a sinopse no google), me veio à gostosa ideia de falar hoje sobre a árdua missão de sermos eu, você, Fernanda, Maria, José.
Até que ponto somos influenciados por nossa genética e por nossa educação? Eu não sei. Mas tenho a certeza, se tudo fosse 100% fruto de nossa genética ou da nossa educação os filhos dos talentosos e bem sucedidos seriam talentosos e bem sucedidos e os filhos dos que não deram certo seriam mais uns seres que não dariam certo.
Longe de mim querer aqui ser simplista, tá gente! Quero só falar vagamente de algo sobre o qual estou lendo e que me causa muita curiosidade. Nada é tão definitivo quanto escrevo, só quero ser simples para que possam entender a ideia, já que também não sou nehuma entendida do assunto.

Primeiro muitos mimos, sorrisos, excesso de cuidados e carinhos quando nascemos, depois muitos "NÃOS", para entendermos que na vida precisamos ter regras para comungarmos do mesmo espaço e sermos cidadãos de bem.
Quando miúdos, os pais são os responsáveis por escolher aquilo que devemos saber, conhecer, vestir; uma vez que não temos o comando de nada ,e para tudo, precisaremos do intermédio deles, para o acesso ao “MUNDO”.
Desde cedo querem que conheçamos um Deus, que dizem que castiga quem faz bagunça...rs, um lobo mal que sequestra criancinha pra fazer mingau, dizem pra gente não ir no quarto escuro se não o bicho papão pega, falam que não podemos mexer em nada numa loja se não a tia briga – por que a tia tem que brigar, se não eles? – Coisas que ouvimos enquanto crescemos...
Demorei mais de 20 anos para descobrir que eu, Michelle Jesus, poderia ser uma pessoa decente, feliz e alegre enterrando mitos e crenças na qual fui criada. De repente, não posso ser ingrata, alguns até podem ter me servido como um cinto de segurança, um escudo contra o mundo. Mas, esses escudos não duram muito tempo quando somos curiosos, quando queremos ser "NÓS", quando queremos entender melhor o porquê nos tornamos "ISSO" que somos hoje. Meio que incompletos, imperfeitos, cheios de medos, falhas, pudores.
Quando a gente descobre que não ser o que a mãe, ou o pai, ou os avós sonham não é tão ruim assim, a gente se liberta de um fardo e toma a postura de agentes. Responsáveis pelos atos, pelos fracassos, pelas tentativas, pelas conquistas. Esse ofício de sermos "NÓS" é muito gostoso porque apesar de ainda sermos gratamente influenciados pelas pessoas que amamos(geralmente nossos pais), o maior prêmio, será nosso! Você, eu, Maria, José, somos responsáveis pelos nossos caminhos, prazeres e desprazeres. Deve ser triste ter que ficar buscando culpados pelo que é, e não gostaria de ser.
Daí, venho sentido essa necessidade de ser mais livre, mais permissiva às minhas vontades, anseios, desejos.
A vida é uma só, não sei bem ao certo se é...rs. Não posso me dar ao luxo de ver alguém dizendo o que eu tenho ou não tenho que fazer.
É óbvio que em algumas relações como no trabalho, na comunidade, numa instituição de ensino, terei que me submeter às regras, as benditas regras que imperam em qualquer setor para a prevalência da ordem e dos bons costumes...rs


No início pode doer, mas tente ser você!
Como diz Calainho e Paula Lima:

"BUSQUEM A SUA VERDADE!"

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