Como sustentar-te?
Estava na cozinha terminando de lavar a louça do almoço. Lavei um recipiente plástico, que veio um bolo muito saboroso. Pensei: E se você não existisse? Quantas famílias devem ser alimentadas por garrafas pet, sacolas plásticas, recipientes plásticos? Partindo desse princípio fica muito difícil, complicado, criar políticas e práticas de sustentabilidade que se sustentem sem fiscalização e novas formas de "fazer". Para que nossas matérias primas sejam menos utilizadas e possamos renovar, reutilizar, reaproveitar objetos, materiais já utilizados. É muito nobre se pensar na ideia, começar de casa, separar o orgânico do não orgânico e aos poucos deixar que se torne um hábito. Mas, precisamos mais que isso. Em muitos lugares há a consciência da comunidade, mas não há coleta seletiva. O que não canso de ver, são terrenos e mais terrenos contaminados com chorume. Quando mora-se em lugares com plantações, terras, temos a possibilidade de triturar os resíduos orgânicos e transformá-lo em adubo orgânico. Demorado? Pode ser. Porém, funcional. Palestras, discursos e reportagens não serão suficientes se a gente não começar ONTEM a mudança de postura. O comércio é muito estético. Vende imagem, embalagens bonitas. A pessoas quando vão à padaria pedem o saco plástico para guardar o saco de pão. Redundante, esquisito. Sentem vergonha e se sentem humilhadas em levar o saco de papel com o pão. É consciência galera! E quando são indagadas, dizem: é para colocar o lixo! Nunca trabalhei com pesquisa de eliminação de resíduos, mas no prédio em que minha mãe mora, a tubulação foi feita bem grande para que o papel do banheiro fosse eliminado pelo vaso. Com o tempo criaram a coleta seletiva e as pessoas foram praticando. Demanda tempo, preocupação e ação. Não adianta ser hipócrita. Falar, falar e não tomar atitude de AGENTE, capaz de preservar mais e utilizar menos matérias prima. Como falava no início. Esse excesso de embalagens, seja qual for o material e para qualquer seguimento, faz parte de uma indústria que precisa ser atraente, visualmente, para se vender. Muitas bocas são alimentadas. É pensar e repensar no que pode ser feito para que sejamos humanos menos poluentes e mais SUSTENTÁVEIS. Bora pensar nisso para ontem. Vida que segue com menos excessos e gastos desnecessários.
Esse assunto é bem abrangente, nem entrei em outros méritos como lixo que entopem bueiros. O foco foi para os excessos. A falta de educação e falta de preocupação com o coletivo geram danos que impedem o direito de ir e vir e o uso do bem público. No final das contas tudo gerará mais gastos de recursos naturais. Michelle Jesus
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