De que forma as mudanças nos fortalecem.
O assunto de hoje é justamente o mesmo que abordei na minha LIVE
hoje às 21h lá no meu Instagram: @michellercjesus .
Estive com a minha irmã, Camila Anastácia - @mamae_fashionista, Assistente Social, Sócia da @okacarioca - uma empresa de Social Media-, ela é apaixonada por MODA, em especial a infantil.
Falamos sobre algo que ela teve a oportunide de vivenciar recentemente pela primeira vez e no meu caso, vivencio desde quando casei, há 13 anos.
MUDANÇA de estado, sair da cidade natal, afastar-se das memórias afetivas físicas, desconectar-se com o primeiro mundo que lhe foi apresentado, redescobrir-se em uma nova cultura, estabelecer novos laços, legitimar-se.
E lá vem a palavrinha do último POST e LIVE: ADAPTABILIDADE!
Em meados de 2006 eu já namorava o meu marido há quase dois anos. Estávamos nos preparando para casar em setembro de 2007, mas tivemos que abreviar o casamento por conta da notícia de sua transferência de estado.
Foi um corre-corre grande. Não tinha noção o que me aguardava. Estava totalmente envolvida e extasiada com a possibilidade de morar em outro estado, conhecer uma nova cultura, estar casada, ter uma casa só nossa, termos a nossa vida.
Eu só não imaginava que teríamos tanta dificuldade quanto à adaptação. Logo eu, que hoje trabalho tanto isso em mim.
Aprendi vivendo, empiricamente. Experimentando os doces e os amargos das circunstâncias que nem eram tão ruins, mas só pude ter essa clareza bem depois, com mais sabedoria.
Alguns pontos a serem observados: Solicitei o desligamento da empresa onde trabalhava, casei, mudei de estado, fiquei longe da minha mãe e irmã - vivíamos grudadinhas, saí do quente para o frio - e bota frio nisso -, mudança climática drástica.
Tinha dias em que a sensação térmica era negativa -logo eu que amo o SOL-.
Realmente eu não tinha noção dos desafios que me aguardavam. Ainda em processo total de reconhecimento do território, no dia 24 de março de 2007 a minha sogra faleceu, justamente no dia em que completavámos 1 mês de casados.
Às pressas nos deslocamos para o Rio de Janeiro e fomos nos despedir daquele ser maravilhoso que foi minha tia sogra, Graça.
Ao voltarmos, estávamos ainda mais impactados, sem chão.
Mas precisávamos ser fortes!
Ele porque precisava cuidar de mim e eu porque precisava cuidar dele.
Casamento requer muito cuidado e paciência.
Recém tínhamos MUDADO o nosso estado civil de solteiro para casado. Ao chegar no Rio Grande me deparei com uma cidade pequena, florida, organizada, fria e a princípio agradável, mas que no passar dos dias ficava sem vida e mais gelada.
Quem conhece o Sul sabe que a cultura é bem forte e bem diferente do Sudeste. Hoje entendo que adaptação é um processo que exige entrega, cuidado, querer.
Eu só queria ser aceita, recebida, mas eu negava, resistia. Ainda recém chegada na cidade tentei de várias formas ingressar no mercado de trabalho. Assim manteria minha mente ocupada e poderia ajudar com as despesas de casa, me sentir produtiva.
Mas também não deu, não consegui ingressar no mercado de trabalho lá.
Para mim a única solução era a de me mudar de lá, definitivamente eu, naquele momento, não tinha forças emocionais para reagir a tantas mudanças que me faziam não me reconhecer mais.
Quem lembra do extinto ORKUT?
O ORKUT tinha uma comunidade chamada 'Eu odeio Rio Grande' e acreditem se quiser eu fiz parte dela.
Lá conheci uma pessoa, que eu chamo de Anjinha, Angela Leonardi, pois ela foi uma pessoa fundamental no processo de enxergar que na realidade não era a cidade Rio Grande - RS que eu odiava e sim odiava não saber lidar com as frustrações, expectativas exarcebadas e as várias mudanças que passou a minha vida num curto espaço de tempo.
Angela me ensionou a respeitar sua cultura, amar, ela mostrou ao meu marido e mim, como acolher alguém de fora.
Mas, a vida nos surpreende e quando eu estava me legitimando, conhecendo mais a cultura e me acostumando, o meu marido foi transferido para Joinville - SC.
Desta vez recebi a notícia num estado melhor de consciência.
E o que seria isso Michelle?
Analisei que iríamos para uma cidade maior, teria mais chances de conseguir retornar ao mercado de trabalho, vimos que Joinville apesar de muito úmida, não era tão fria quanto Rio Grande e isso nos animou bastante.
Mais uma mudança, mais desafios. Eu sabia que não seria fácil, mas tinha a certeza que seria melhor.
E foi! Sufocos, dificuldades, alegrias e muitos momentos memoráveis.
Joinville nos abriu os braços e acredito que ela o fez porque nós tivemos a humildade de reconhecer que só daria certo se fosse dessa forma.
Era saudade da família, saudade dos costumes, sotaques, saudade da vida 'perfeita' que achávamos que tínhamos. Mas essa vida perfeita também não existia.
O que existia era a ZONA DE CONFORTO, o comum, o mais do mesmo.
Poder morar fora de nosso estado nos abriu a mente.
Entendemos que cultura é patrimônio, é história e deve sim ser preservada, admirada, cuidada. Entendemos que cabia a nós deixar as comparações de lado que além de nos fazer sofrer soava como arrogante em relação aos nativos.
Adquirimos uma postura mais generosa, receptiva e começamos a abraçar as oportunidades.
Lá aprendemos a dirigir, lá inaugurei o Joinville Garten Shopping. Pude viajar pela Paquetá Esportes e conhecer várias cidades de Santa Catarina.
Lá adotamos nosso docinho pet, o Junior. Fizemos amizades para a vida toda e aprendemos definitivamente que mudança requer comprometimento, vontade, desejo de que dê certo e principalmente atitude.
Atualmente moro há 7 anos em Belém do Pará.
Aqui aprendi a ser mais forte ainda e a me desapegar de memórias que causam sofrimento. Definitivamente evito comparações, busco viver uma vida plena e respeito mais esse estado que me acolheu.
Estamos cada dia mais fortes, mais corajosos, mais respeitosos e praticamente paraenses.
Qual será o próximo estado?
Não sabemos! Só sei que hoje eu tenho capacidade de criar as realidades que quero viver. Hoje tanto ele quanto eu, nos sentimos mais fortes.
Estive com a minha irmã, Camila Anastácia - @mamae_fashionista, Assistente Social, Sócia da @okacarioca - uma empresa de Social Media-, ela é apaixonada por MODA, em especial a infantil.
Falamos sobre algo que ela teve a oportunide de vivenciar recentemente pela primeira vez e no meu caso, vivencio desde quando casei, há 13 anos.
MUDANÇA de estado, sair da cidade natal, afastar-se das memórias afetivas físicas, desconectar-se com o primeiro mundo que lhe foi apresentado, redescobrir-se em uma nova cultura, estabelecer novos laços, legitimar-se.
E lá vem a palavrinha do último POST e LIVE: ADAPTABILIDADE!
Em meados de 2006 eu já namorava o meu marido há quase dois anos. Estávamos nos preparando para casar em setembro de 2007, mas tivemos que abreviar o casamento por conta da notícia de sua transferência de estado.
Foi um corre-corre grande. Não tinha noção o que me aguardava. Estava totalmente envolvida e extasiada com a possibilidade de morar em outro estado, conhecer uma nova cultura, estar casada, ter uma casa só nossa, termos a nossa vida.
Eu só não imaginava que teríamos tanta dificuldade quanto à adaptação. Logo eu, que hoje trabalho tanto isso em mim.
Aprendi vivendo, empiricamente. Experimentando os doces e os amargos das circunstâncias que nem eram tão ruins, mas só pude ter essa clareza bem depois, com mais sabedoria.
Alguns pontos a serem observados: Solicitei o desligamento da empresa onde trabalhava, casei, mudei de estado, fiquei longe da minha mãe e irmã - vivíamos grudadinhas, saí do quente para o frio - e bota frio nisso -, mudança climática drástica.
Tinha dias em que a sensação térmica era negativa -logo eu que amo o SOL-.
Realmente eu não tinha noção dos desafios que me aguardavam. Ainda em processo total de reconhecimento do território, no dia 24 de março de 2007 a minha sogra faleceu, justamente no dia em que completavámos 1 mês de casados.
Às pressas nos deslocamos para o Rio de Janeiro e fomos nos despedir daquele ser maravilhoso que foi minha tia sogra, Graça.
Ao voltarmos, estávamos ainda mais impactados, sem chão.
Mas precisávamos ser fortes!
Ele porque precisava cuidar de mim e eu porque precisava cuidar dele.
Casamento requer muito cuidado e paciência.
Recém tínhamos MUDADO o nosso estado civil de solteiro para casado. Ao chegar no Rio Grande me deparei com uma cidade pequena, florida, organizada, fria e a princípio agradável, mas que no passar dos dias ficava sem vida e mais gelada.
Quem conhece o Sul sabe que a cultura é bem forte e bem diferente do Sudeste. Hoje entendo que adaptação é um processo que exige entrega, cuidado, querer.
Eu só queria ser aceita, recebida, mas eu negava, resistia. Ainda recém chegada na cidade tentei de várias formas ingressar no mercado de trabalho. Assim manteria minha mente ocupada e poderia ajudar com as despesas de casa, me sentir produtiva.
Mas também não deu, não consegui ingressar no mercado de trabalho lá.
Para mim a única solução era a de me mudar de lá, definitivamente eu, naquele momento, não tinha forças emocionais para reagir a tantas mudanças que me faziam não me reconhecer mais.
Quem lembra do extinto ORKUT?
O ORKUT tinha uma comunidade chamada 'Eu odeio Rio Grande' e acreditem se quiser eu fiz parte dela.
Lá conheci uma pessoa, que eu chamo de Anjinha, Angela Leonardi, pois ela foi uma pessoa fundamental no processo de enxergar que na realidade não era a cidade Rio Grande - RS que eu odiava e sim odiava não saber lidar com as frustrações, expectativas exarcebadas e as várias mudanças que passou a minha vida num curto espaço de tempo.
Angela me ensionou a respeitar sua cultura, amar, ela mostrou ao meu marido e mim, como acolher alguém de fora.
Mas, a vida nos surpreende e quando eu estava me legitimando, conhecendo mais a cultura e me acostumando, o meu marido foi transferido para Joinville - SC.
Desta vez recebi a notícia num estado melhor de consciência.
E o que seria isso Michelle?
Analisei que iríamos para uma cidade maior, teria mais chances de conseguir retornar ao mercado de trabalho, vimos que Joinville apesar de muito úmida, não era tão fria quanto Rio Grande e isso nos animou bastante.
Mais uma mudança, mais desafios. Eu sabia que não seria fácil, mas tinha a certeza que seria melhor.
E foi! Sufocos, dificuldades, alegrias e muitos momentos memoráveis.
Joinville nos abriu os braços e acredito que ela o fez porque nós tivemos a humildade de reconhecer que só daria certo se fosse dessa forma.
Era saudade da família, saudade dos costumes, sotaques, saudade da vida 'perfeita' que achávamos que tínhamos. Mas essa vida perfeita também não existia.
O que existia era a ZONA DE CONFORTO, o comum, o mais do mesmo.
Poder morar fora de nosso estado nos abriu a mente.
Entendemos que cultura é patrimônio, é história e deve sim ser preservada, admirada, cuidada. Entendemos que cabia a nós deixar as comparações de lado que além de nos fazer sofrer soava como arrogante em relação aos nativos.
Adquirimos uma postura mais generosa, receptiva e começamos a abraçar as oportunidades.
Lá aprendemos a dirigir, lá inaugurei o Joinville Garten Shopping. Pude viajar pela Paquetá Esportes e conhecer várias cidades de Santa Catarina.
Lá adotamos nosso docinho pet, o Junior. Fizemos amizades para a vida toda e aprendemos definitivamente que mudança requer comprometimento, vontade, desejo de que dê certo e principalmente atitude.
Atualmente moro há 7 anos em Belém do Pará.
Aqui aprendi a ser mais forte ainda e a me desapegar de memórias que causam sofrimento. Definitivamente evito comparações, busco viver uma vida plena e respeito mais esse estado que me acolheu.
Estamos cada dia mais fortes, mais corajosos, mais respeitosos e praticamente paraenses.
Qual será o próximo estado?
Não sabemos! Só sei que hoje eu tenho capacidade de criar as realidades que quero viver. Hoje tanto ele quanto eu, nos sentimos mais fortes.

Fico agradecida por ter feito parte da tua jornada e história e até hoje poder te ter na minha vida.
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