A geração superficial
Na busca de um assunto para discorrer,coloquei no Google a palavra superficial.
Vocês devem estar se perguntando por que superficial, não é?
Bom, hoje quando entro nas redes sociais, em especial no facebook, vejo o quanto
estamos nos tornando ainda mais superficiais.
As relações estão se esgotando. Vou pluralizar, me inserir, pois faço parte
dessa triste construção de sociedade moderna, banalizadora de valores, globalizada.
Dando continuidade, vamos lá! Entro no facebook e me sinto esvaziada, conhecidos,
amigos, colegas, família querendo ostentar, mostrar o quem têm, o que não têm
e expor ideais, frases feitas. As relações de verdade - mesmo que é bom - nada.
Lembro-me que quando eu tinha o extinto, finado Orkut, eu me cansava de cancelar
a conta por achar que ele não tinha mais serventia. Além de amealhar comunidades,
que na maioria das vezes gostava superficialmente, coisas que nem entendia, nem vivia,
nem conversava.
Daí, depois de muita resistência, aderi, aos poucos ao Facebook e excluí minha conta,
de vez, do Orkut. Esse que já achava feio, poluído e desnecessário, tanto que acessava
esporadicamente.
Depois de escrever a palavra "superficial" no Google imagens, apareceu a capa de um
livro. Esse que deu a origem ao título do tema de hoje." O que a internet está fazendo
com os nossos cérebros, a geração superficial", de Nicolas Car.
Tenho certeza que se estivesse numa livraria não exitaria em comprá-lo, o título é
instigante por demais.
É realmente o que sinto, o que vivo. Estou tão de "saco cheio" desse mundo fake.
Das relações que nem na internet funcionam mais, dessa inteligência cega do excesso
de informação.
Como não aguento ficar durante muito tempo no facebook, decidi escrever no meu blog que
anda muito abandonado. Mesmo sem comentários, mesmo sem visitantes, ainda assim é melhor
do que viver cercado nas mentiras do mundo virtual.
Confesso que tenho dúvidas de estar passando por mais uma crise existencial. Mas, o que
tenho certeza mesmo é de que meus valores estão sendo revistos. Não há mais tempo a perder
com tanta futilidade e alienação.
Quero muito poder ter a oportunidade de ler mais sobre esses "mundos superficiais".
Tenho certeza de que a internet não é tão vilã assim. Com ela temos o mundo nas mãos.
Otimizamos tempo em todas as áreas possíveis e imagináveis. Porém, como nem tudo são
flores, há um afastamento considerável entre as pessoas e cada vez mais montamos
um personagem ideal e não o que realmente somos.
Ao vivo e a cores não tem fotoshop, a voz e os gestos que são linguagens primórdicas
não passam impune ao vivo. Somos capazes na frente de alguém ou ao telefone, saber
se o outro diz a verdade, se está triste, se está alegre. O olhar tanto utilizado para
paquerar, reprimir e dizer algo está, também, sendo sucumbido pelo mundo virtual.
Vou continuar por aqui, no meu blog que eu ganho mais. Lendo, discorrendo sobre assuntos
que acredito na relevância e tentando ser melhor e uma única pessoa nesses dois mundos
virtual e real.
#boratentar!

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